Gestão do Conhecimento

A vida demanda de nós, constantemente, decisões que impactam diretamente em nosso futuro. Idealmente essas escolhas são embasadas em informações disponíveis e experiências vividas,  que nos auxiliam a tomar, o que julgamos ser, a melhor  decisão. Quando pensamos profissionalmente, cada ação realizada em nosso dia a dia exige a aplicação de conhecimento adquirido por nós ou por outros. Somado, o conhecimento de todos os colaboradores de uma organização é seu principal ativo, isso torna-se ainda mais relevante quando falamos de empresas que atuam na chamada “economia do conhecimento”.

A economia do conhecimento pode ser descrita como o conjunto de atividades realizadas através da utilização de conhecimento a fim de gerar valores tangíveis ou intangíveis. A ideia inicial de economia do conhecimento foi dada por Peter Drucker, em seu livro “O Gestor Eficaz”, lançado em 1966. No livro, Drucker descreve a diferença entre o trabalhador manual, que utiliza as mãos para a produção de bens e serviços e, do trabalhador do conhecimento, que produz ideias, conhecimento e informação, através de um trabalho menos braçal e mais intelectual. Instituições que trabalham nessa economia costumam ter colaboradores com habilidades especializadas, ou seja, colaboradores que necessitam de conhecimento para realizar suas atividades, e este conhecimento é seu maior ativo.

“O conhecimento é um ativo intangível, capaz de trazer vantagens competitivas quando bem utilizado”

Uma mudança efetiva de gerenciamento

Se o conhecimento é um ativo tão importante para nós e para as organizações onde estamos inseridos, por que não damos a ele seu verdadeiro valor?

Uma hipótese é que por ser um ativo intangível não temos como mensurar precisamente o que ele significa e o quanto traz de retorno real. Algumas pesquisas estimam que a gestão do conhecimento, realizada de forma incorreta custa, anualmente, cerca de $31 bilhões às 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo 74% das organizações acreditam que o tratamento adequado da gestão do conhecimento pode trazer um aumento de produtividade de 10% a 40%. Assim é essencial que lidemos com o conhecimento de forma adequada para que possamos utilizá-lo a nosso favor.

A gestão do conhecimento busca justamente auxiliar as organizações a manterem todo o conhecimento produzido, através das atividades de seus colaboradores, de uma maneira organizada e facilmente acessível a todos os interessados. Sempre que essa informação ou conhecimento não estiver disponível de forma prática, corre-se o risco de incorrer em erros que já haviam sido cometidos e sobre os quais outras pessoas já haviam trabalhado. Essas pessoas podem, de forma informal ou mesmo através de eventos formais como palestras e cursos, transmitir esse conhecimento, muitas vezes tácito, para seus pares. Infelizmente, algumas pesquisas apontam que 44% dos colaboradores das organizações são em geral ruins ou muito ruins, quando o quesito é transferência de conhecimento. 

Somos ruins em transferir nosso conhecimento, pois muitas vezes a comunicação não é clara ou mesmo não ocorre.

A rotatividade de pessoas nas empresas, faz com que detentores de conhecimento muitas vezes deixem o local onde trabalham e assim levam consigo toda sua experiência e conhecimento, de acordo com uma pesquisa publicada no livro “Critical Knowledge Transfer”, cerca de 53% dos gestores estimam que os custos relacionados a perda de pessoas chaves na organização está entre $50.000,00 e $299.000,00. Outros ainda argumentam que os valores são inestimáveis.

“O compartilhamento de conhecimento inadequado, tem como resultado um processo muito menos eficiente e produtivo para a empresa e colaboradores.”

Quando o conhecimento não é compartilhado de forma adequada ou não está acessível, colaboradores gastam seu tempo recriando soluções, cometendo os mesmos erros que outros já cometeram antes, não tendo os “insights” e as ideias necessárias para que sejam produtivos e respondendo as mesmas perguntas de novo e de novo. Estima-se que cerca de 30% do tempo de quem atuam na economia do conhecimento é gasto na busca de informações ou recriando informações que já existem.

Facilitadores neste processo

A gestão do conhecimento não é uma ferramenta, mas sim qualquer disciplina ou conjunto de ações que auxiliem as pessoas de uma organização a compartilhar, acessar e atualizar informações e conhecimentos relacionados ao negócio onde estão inseridas, apesar disso algumas aplicações podem auxiliar na implementação de uma gestão mais eficiente. Já citamos em outro artigo 3 das ferramentas que adoramos usar, além destas utilizamos diariamente: 

  • Slack, para comunicação, principalmente de forma textual, entre todos os integrantes de nossos times de projetos. Essa ferramenta serve também como forma de documentação, uma vez que é possível realizar a busca em todo o histórico de mensagens.
  • Google Drive, para armazenamento e compartilhamento de material entre os membros de nossas equipes e entre as próprias equipes, além disso manter sincronizado os arquivos de nossos computadores garante que falhas mecânicas, em HDs por exemplo, se transforme em perda de informação.

Poderíamos trazer diversas ferramentas que podem auxiliar em seu processo de gestão do conhecimento, mas como foi dito ele não se baseia somente em ferramentas. É importante que todos os colaboradores e tomadores de decisão estejam cientes da importância desse assunto, para que todos possam usufruir de um ambiente onde a informação é facilmente encontrada, o trabalho é feito de forma eficiente e todos podem se orgulhar das decisões tomadas e do resultado obtido. 

Principais Referências:

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Daniel Beckert
Desenvolvedor
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